Às vezes precisamos de um empurrão pra conseguir a motivação de insistir nos objetivos mais difíceis. Às vezes, o que você mais quer é um abraço, e palavras de conforto. "Vai dar tudo certo". Mas às vezes, você precisa mesmo é de sair do estado de congelamento causado pelo medo, e reagir. Independente do que você quer ouvir, ás vezes você precisa mesmo é de um tapa na cara, um choque de realidade.
Nesse trecho de uma aula do prof. Clóvis de Barros Filho, ele fala sobre o incômodo de sentar em uma aula, ou tentar ler/aprender alguma coisa e não conseguir entender imediatamente. Me lembrou como eu me sentia semanalmente quando era aluno de graduação, e diariamente quando era aluno de pós graduação.
Senta e estuda!
A cutucada dele é aguda. Em pouco menos de 9 minutos ele te alfineta o suficiente para você se mexer, reagir. "Tenha sangue!". Ele quer despertar o(a) guerreiro(a) que há em você. Alguns pedagogos fazem a analogia que o aluno é um diamante bruto que precisa ser lapidado. Eu discordo dessa analogia.
Um diamante bruto é lapidado por um processo detalhista, delicado, cuidadoso e cheio de finesse. Não foi assim que eu me senti quando era estudante. Eu acho mais apropriado trocar o ourives por um ferreiro. Eu era um bloco de aço, que entrava na fornalha por um tempo que parecia interminável e era submetido a uma temperatura insuportável, e depois era colocado na bigorna pra levar marteladas. Era assim que eu me sentia. Eu não estava sendo lapidado, eu estava sendo forjado. No final desse processo eu não seria uma jóia, e sim um escudo, ou uma armadura. Resistente e capaz. Útil.
E assim ele fecha o vídeo: "Agora pega o texto, e entende. Por que? Não tem porque não entender. Tem professor, tem comida (...) o resto é só preguiça e covardia.".
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